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Este é o press que se enviou sobre o espectáculo.
Untitled – uma peça para galeria
Um espectáculo de André MurraçasNão é um espectáculo, nem uma exposição.
Untitled – uma peça para galeria é uma experiência que pode ser vivida pelo espectador, controlada por ele próprio e variável consoante as suas referências, decisões, idade, sexo e o tempo desse dia. É uma invulgar visita a uma exposição numa galeria virada do avesso e onde os sentidos do espectador são baralhados. O teatro vai à galeria?
Durante cerca de 30 minutos, os espectadores podem circular por uma sala onde estão expostas uma série de imagens retiradas de filmes realizados pelo encenador norte-americano Richard Foreman e escolhidas por André Murraças, encenador português, que concebeu a partir delas um espectáculo pensado para uma galeria. Juntamente com diferentes
audio guides distribuídos à entrada, o público escolhe maneiras diferentes de interpretar o que vê. A partir daí tudo pode acontecer. A galeria transforma-se num palco. Num espectáculo que acontece na mente do espectador. Há quadros que contam histórias, silêncios que vão ser quebrados, cantores exclusivos e actores invisíveis que representam só para alguns.
Este espectáculo insere-se num projecto a longo prazo denominado The Bridge Project, da autoria do encenador Richard Foreman. Consiste em workshops de improvisações que acontecem em diversas cidades do mundo. Essas improvisações são registadas em vídeo, ficando o material disponível para ser usado depois pelos países, para dele fazerem um espectáculo, usando partes dos vídeos, textos, imagens. Ou então não. Das cidades participantes constam Lisboa, New York, Melbourne, Loughborough, Giessen, Kioto, Vienna, Zurich e Odsherred. No ano passado, Ana Tamen encenou Da Boca Para Dentro, em cena no Teatro da Politécnica. Este ano, a produtora Cassefaz deu carta branca a André Murraças, jovem criador, para usar esse material e com ele fazer um espectáculo.
É assim que surge então
Untitled – uma peça para galeria. Um espectáculo que André Murraças define como imprevisível e manipulado. São momentos de contemplação que questionam a maneira como vemos a arte e os espectáculos. É um trabalho sobre o próprio acto de criar do autor e sobre a interpretação do espectador. De como as interferências exteriores são determinantes para um resultado final. Centrado não tanto no que há para ver, mas naquilo que o rodeia. Daí ser um espectáculo que questiona igualmente a ideia de teatro, de galeria, de local performativo. Brinca-se com as inaugurações e as estreias, chama-se a atenção para pormenores. E pede-se para ser apreciado em silêncio.
Entre 14 e 21 de Junho, o espectáculo pode ser visto e ouvido sempre às 22 horas. Ou então o espectador pode desfrutar este espectáculo de maneira única, juntando um grupo e marcando uma outra das sessões disponíveis às 17h, 18, 19h ou 24h. Em grupo ou sozinho, uma experiência diferente.
Concepção, Texto, Cenografia, Selecção de imagens e Montagem sonora:
ANDRÉ MURRAÇASVozes:
ANABELA BRÍGIDA,
MARCELLO URGEGHE E
ELÁDIO CLÍMACOParticipação de:
YANN GIBERTApoios:
GALERIA APPLETON SQUARE,
RÁDIO RADAR,
RÁDIO EUROPA E
HENDRICK'SGALERIA APLLETON SQUARE, Lisboa
(Rua Acácio Paiva, nº 27 - r/c)
14 a 21 de Junho
Todos os dias às 22h00
Para grupos, sob marcação às 17h00, 18h00, 19h00 e 24h00
M/12 anos
Entrada Livre
Reservas e informações: 21 342 01 36 | 96 188 04 01
www.teatropolis.net | untitled-teatro.blogspot.com