domingo, 22 de junho de 2008

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As verdadeiras estrelas do espectáculo: o público.
Imagino o que seja multiplicar os meus 3 pontos de vista sobre o número de visitantes e juntar as suas maneiras de ver, ouvir e interpretar. O resultado é sempre infinito e a peça continuará, por isso, sem título.





















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Cá fora, na "bilheteira" recebia-se um dos 3 audio-guias. Era preciso ouvir cada um deles pela ordem que o espectador quisesse.
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Era um dos momentos - e um dos objectos - mais engraçados e recebido sempre com entusiasmo pelos espectadores. Algures na sala, perto dos bancos, uma luva branca estava no chão. Como que esquecida. Havia quem nunca desse por ela, quem só reparasse quando se falava no assunto num dos CDs ou quem pensasse que estava mesmo esquecida - tarefa inglória pois ao chegar lá a luva não saía do lugar.

Certo é que a determinada altura do CD3, o Marcello Urgeghe lê um texto que escrevi e que descreve uma cena de um filme onde uma mulher perde uma luva branca num museu.

A cena em escuta é do Vestida Para Matar e surgia com a música do Vertigo (visto que o Brian de Palma refaz a cena do filme de Hitchcock.)

Eu tinha avisado...
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Lá dentro, uma das obras do artista. Temporariamente cedida.
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Nas paredes.





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Espaço sem público.



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A imagem mostra o último espectador do último espectáculo, no último dia. Entrou mais tarde. Acabou a sua visita eram quase 23h30. Eu estava na sala a tirar fotos, discretamente. Quando ele saiu da sala eu assobiei para o Yann e rimos os dois. Tinha acabado.
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Durante o espectáculo, o público podia circular com os audio-guias e ver os quadros expostos. Assim acontecia com o CD1. Com os CD2 e CD3, os visitantes/espectadores sentavam-se nos três bancos. Uns acabavam por se deitar ou ir para os cantos do espaço, consoante a frequência.


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Enquanto não aparece, o Yann Gibert está escondido. Numa dessas vezes pegou no telemóvel e filmou o público dentro do espaço da galeria, através de um reflexo.
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Yann Gibert, o nosso vigilante. Aparecia e desaparecia. De olhos fechados, em êxtase. Silêncio, por favor.


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Self-portrait before performance

Self-portrait during performance

Self-portrait after performance
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Se for uma inauguração, reparo nos sapatos de toda a gente.
É curiosa a quantidade de sapatos diferentes que se podem encontrar numa inauguração.
Ora experimentem olhar para os sapatos de que está neste momento convosco na sala: saltos altos, pretos, azuis-escuros, sabrinas, mais sabrinas, ténis variados, uma ou outra sandália, sapato à homem brilhantemente engraxado, um ou outro com a marca visível.
O mundo do calçado está todo aqui.
Até me esqueço do resto.

(do texto do espectáculo Untitled - uma peça para galeria, de André Murraças, dito por Anabela Brígida)
Sapatos do último dia: